A transição para a criptografia pós-quântica (PQC) configura-se como uma evolução gerenciável e não uma crise imediata para empresas. O risco de computadores quânticos quebrarem criptografia atual exige planejamento, mas não reação de emergência, segundo especialistas.
O cenário da ameaça quântica reside em um ponto prático entre o desastre iminente e a irrelevância distante. Computadores quânticos são aceleradores especializados que podem enfraquecer a criptografia moderna, mas não substituem servidores clássicos instantaneamente. Um levantamento do Global Risk Institute, realizado no final de 2024, com trinta e dois especialistas, indicou probabilidade de cinquenta por cinquenta de um computador quântico quebrar uma chave RSA de 2048 bits em até vinte anos.
O foco de curto prazo deve ser em cenários de “colher agora, decifrar depois”, aplicáveis a dados que necessitam de confidencialidade por mais de dez anos. O governo dos EUA estabeleceu diretrizes para Sistemas de Segurança Nacional (NSS), exigindo que novas aquisições suportem os algoritmos PQC padronizados pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) a partir de janeiro de 2027.
Empresas podem usar esses cronogramas governamentais como referência, sem necessariamente copiá-los. A Intel, por exemplo, já incorpora criptografia segura em seus processadores Xeon 6, e planeja estender algoritmos pós-quânticos para outras funções de firmware e software, auxiliando na infraestrutura de transição.
Para as organizações, o caminho envolve tratar a PQC como modernização. Sugere-se mapear onde os ativos criptográficos estão localizados e priorizar a proteção de dados de longa retenção, garantindo que os sistemas sejam projetados para evoluir sem causar interrupção nos negócios.


