O fechamento do Estreito de Ormuz, decorrente da crise no Oriente Médio, obrigou empresas de transporte marítimo a reorganizar rotas e elevou os custos logísticos globais. O executivo da Flexport, Ryan Petersen, afirmou que o mercado encontrará alternativas para manter o comércio internacional, visto que apenas cerca de 3% das embarcações transitam pelo estreito em comparação ao período anterior ao conflito.
As grandes companhias globais de transporte de contêineres deixaram de utilizar a rota devido aos riscos de segurança e ao aumento dos custos com seguros. Petersen declarou que “Os mercados sempre encontram um jeito. Estão sempre redirecionando o fluxo.” Além disso, o setor enfrenta outro desafio logístico nos próximos meses: a redução da capacidade operacional do Canal do Panamá, causada por previsões de seca ligadas ao fenômeno El Niño.
Como alternativa ao Canal do Panamá, contornar o extremo sul da América do Sul representa um acréscimo de aproximadamente 22 dias de viagem. Petersen explicou que mudanças recentes nas regras de transporte dos Estados Unidos também alteraram fluxos comerciais, forçando a reorganização de cadeias logísticas para compensar as restrições impostas pelo Estreito de Ormuz.
O CEO comentou que o setor de transporte rodoviário pode ser beneficiado pelo crescimento de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. A expansão de centros de dados nos Estados Unidos impulsiona a demanda por transporte de cargas, o que pode auxiliar na recuperação de um segmento em desaceleração.

