Cuba comemora nesta quinta-feira, dia 13, o centésimo aniversário do nascimento do líder Fidel Castro. A celebração ocorre em um período de grave crise econômica e política, agravada por sanções impostas por Washington.
Mais de mil e quinhentos ativistas de mais de sessenta países participaram de eventos em Havana nesta semana. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou na abertura da conferência que o legado de Fidel “nos fala hoje com mais força do que nunca”.
As relações entre Havana e Washington estão tensas. Em janeiro, o governo dos Estados Unidos impôs embargo de petróleo à ilha. Washington também reforçou as sanções, o que o governo cubano classifica como uma tentativa de paralisar suas finanças.
Os impactos externos geram problemas internos sérios. Quedas de energia, que superam vinte horas diárias na maioria das províncias, paralisaram setores como produção de alimentos e turismo. Em resposta, o governo aprovou em junho um pacote de cento e setenta e seis medidas para abrir a economia ao investimento privado.
Fabio Fernández, professor de história da Universidade de Havana, afirmou que a invocação da figura de Fidel busca manter o consenso. Ele contudo disse que muitos moradores acreditam que o destino de Cuba seria outro se o líder estivesse no comando.


