Cerca de mil e quinhentas pessoas participaram de um evento no teatro Karl Marx, em Havana, Cuba, na quinta-feira, 13 de agosto. O encontro celebrou os 100 anos de Fidel Castro, enquanto a população local vivenciava a falta crônica de fornecimento de energia elétrica.
A companhia estatal Union Electrica informou, na mesma data, que conseguiria atender apenas um terço da demanda nacional no horário de pico. Os moradores relatam rotina de dias com mais de 20 horas sem eletricidade. Um cidadão comentou que a situação configura uma “revolução do blackout”.
Em uma postagem da estatal em homenagem ao líder, uma moradora questionou a justiça de ter apenas duas horas de energia por dia, citando problemas como alimentos estragando e dificuldades de sono.
O regime comunista cubano mantém o culto ao fundador, que tomou o poder em 1959. Após a morte de Fidel Castro em 2016, o irmão Raúl Castro conduziu o governo até 2018. O país enfrenta uma economia fraca, necessitando importar produtos eletrônicos, industriais e alimentos.
A Organização das Nações Unidas projeta que a economia cubana encolherá 6,5% neste ano. As ruas da capital, Havana, mostram imóveis em mau estado de conservação.

