O Índice Prato Feito, divulgado pela Universidade da Associação Comercial de São Paulo, indicou que o preço nacional de referência atingiu R$ 31,90 em junho de 2026. O indicador aponta que as regiões Sul e Centro-Oeste possuem os custos mais elevados, enquanto Nordeste e Norte apresentam os menores valores.
O relatório, baseado em 887 observações válidas, registrou uma alta de 5,4% no trimestre e 7,2% no ano. A elevação dos custos é atribuída não apenas aos alimentos, mas à cadeia completa, que inclui aluguel, mão de obra, energia e juros sobre capital de giro, segundo o estudo.
Em análise regional, o Sul lidera os custos com R$ 34,90, representando uma alta de 9,4%. O Centro-Oeste segue com R$ 34,45, com aumento de 8,0%. Contudo, o Nordeste e o Norte registram os menores valores, com R$ 30,00 e R$ 29,99, respectivamente, e queda de 6,0%.
A liderança do Sul, e não do Sudeste, sugere que fatores como renda local e custo de mão de obra pesam mais que o valor do imóvel. O Centro-Oeste, celeiro de alimentos, apresenta o segundo preço mais caro, evidenciando que o insumo alimentar é uma fração pequena do custo final da refeição pronta, conforme o relatório.

