As ações da Cyrela (CYRE3) subiram 3,42% na quinta-feira (6), atingindo R$ 22,36, após a assinatura de acordo preliminar para vender um portfólio de ativos imobiliários não residenciais. A operação, avaliada em cerca de R$ 2,14 bilhões, deve aumentar a flexibilidade financeira da companhia e sinalizar potencial para distribuição de dividendos.
O acordo envolve a venda de ativos ao fundo TRXF11 e à gestora TRX. Segundo o Goldman Sachs, a transação é positiva porque permite que a empresa converta ativos geradores de renda não estratégicos em capital. O pagamento será dividido igualmente entre dinheiro e cotas do TRX.
Diversos bancos de investimento analisaram o movimento. O JPMorgan afirmou que o anúncio destrava valor para os acionistas e aponta potencial retorno via dividendos. O Itaú BBA calculou que a venda pode gerar ganhos líquidos de cerca de R$ 800 milhões, o que reduziria o múltiplo P/VP da Cyrela de 0,8 vez para cerca de 0,75 vez.
O Itaú BBA também estimou que a entrada de recursos poderia reduzir a relação dívida líquida sobre patrimônio líquido (ND/PL) de 19,6% no primeiro trimestre de 2026 para 6%, abrindo espaço para um potencial retorno adicional de 10% a 15% em dividendos. Apesar do cenário desafiador do setor, o banco mantém recomendação de compra para a empresa.


