O governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) protagonizaram um confronto direto durante o primeiro debate com os quatro principais candidatos ao governo de Goiás, realizado neste domingo (30) na PUC TV, com trocas de acusações sobre corrupção e gestão de patrimônio público.
O embate teve início quando Perillo questionou a concessão do Estádio Serra Dourada. O ex-governador acusou a gestão atual de ter entregue um patrimônio avaliado em R$ 2 bilhões por apenas R$ 10 milhões. Daniel Vilela rebateu a afirmação, alegando que o adversário distorce a natureza da operação ao confundir concessão com privatização.
Segundo o governador, a iniciativa privada investirá R$ 500 milhões no complexo esportivo ao longo dos 30 anos de contrato. Vilela afirmou que o leilão ocorreu na Bolsa de Valores, em São Paulo, garantindo segurança jurídica e integridade ao processo. Ele lembrou que a gestão anterior entregou o estádio em situação precária.
A discussão escalou para ataques pessoais quando Vilela afirmou que nunca respondeu a processos de corrupção, ao contrário de Perillo. O governador declarou que o tucano é réu por corrupção e estaria presente em escândalos recentes da política brasileira.
Vilela cobrou explicações sobre R$ 15 milhões que Perillo teria recebido do Banco Master, depositados por Daniel Vorcaro, atualmente preso. O governador questionou a justificativa de que o valor seria uma complementação de renda, pedindo que o adversário explicasse qual trabalho teria realizado para receber a quantia.
A referência ao processo contra Marconi Perillo baseia-se em denúncia de 2017 por corrupção passiva, sob suspeita de favorecer a Delta Construções em contratos com o governo estadual. A denúncia foi aceita pela Justiça em 2018, tornando Perillo réu. O ex-governador nega as acusações e o processo não resultou em condenação até o momento.
O debate contou ainda com a participação de Luis Cesar Bueno (PT) e Wilder Morais (PL). Bueno utilizou suas intervenções para referenciar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Morais e Perillo adotaram estratégia de perguntas mútuas para atacar a gestão de Vilela.

