Um único campus de data center da Meta, em Louisiana, requer oito milhões de milhas de fibra óptica, segundo estimativa da Corning. Esse crescimento na infraestrutura de inteligência artificial gera forte demanda por componentes ópticos e eleva o valor de ações de fornecedores especializados.
O número de oito milhões de milhas de fibra óptica, citado por um gerente de desenvolvimento de tecnologia da Corning, ilustra a escala do projeto. A empresa afirmou que a capacidade de processamento em IA exige a substituição do cobre por fibra, pois este último gera calor em grande volume. A referência para essa estimativa é o campus Hyperion da Meta, que foi expandido para cinco gigawatts.
A necessidade de fibra acelera devido ao aumento da capacidade dos clusters de GPU da NVIDIA, que migram de racks com setenta e dois processadores para pods com mais de mil GPUs. Com essas velocidades, o sinal degrada em cerca de três metros com o cobre, forçando o uso de fibra e óptica co-empacotada (CPO). Analistas preveem que a CPO passará de participação insignificante em 2025 para mais de trinta e cinco por cento até 2030.
Vários fornecedores de componentes ópticos estão se beneficiando desse ciclo de investimento. A Corning, por exemplo, firmou um acordo multimilionário com a Meta. Lumentum e Coherent também registraram forte crescimento de receita, impulsionados pela demanda de data centers. Aplicada Optoelectronics reportou receita recorde, com demanda superior à capacidade disponível até meados de 2027.

