O Departamento de Justiça (DOJ) enfrentou dificuldades após a divulgação dos indultos concedidos pelo ex-presidente Joe Biden. Documentos obtidos indicam que muitas das decisões contornaram a verificação padrão do órgão, gerando questionamentos sobre o escopo de certas concessões.
A análise de e-mails internos revelou que procuradores questionaram se um homem condenado por tráfico de crack havia recebido uma redução de pena não listada explicitamente. Um assessor de indulto sugeriu a leitura mais sensata, reconhecendo que diversos indultos de janeiro não passaram pela revisão habitual do setor.
Outro episódio envolveu o indulto concedido a um indivíduo ligado a Biden, quando o Escritório do Procurador de Indultos (OPA) precisou corrigir um aviso que o descrevia erroneamente como recebendo o benefício após o cumprimento da pena, embora ele ainda não tivesse sido sentenciado.
Um juiz distrital questionou mais de uma dezena de reduções de pena em Dakota do Norte, afirmando que juízes, promotores e vítimas não foram consultados. O juiz também levantou dúvidas sobre a validade de alguns indultos, alegando que o processo não condiz com a descrição pública.
A administração Biden havia assegurado publicamente que tratava os indultos com seriedade. Contudo, o DOJ informou que os funcionários de indulto não fizeram uma análise individual dos cerca de 1.500 indivíduos beneficiados em 12 de dezembro, pois eles foram identificados pelo Bureau of Prisons (BOP) como pessoas cumprindo pena em confinamento domiciliar sob a Lei CARES.


