A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente voltará a receber visitas durante a prisão domiciliar. A retomada ocorre após o término de uma suspensão de trinta dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em julho.
A restrição havia sido imposta pelo ministro após ele apontar descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente. A determinação inicial não afetava compromissos médicos ou com advogados. Com o fim do prazo, os advogados informaram à Corte que os agendamentos serão feitos conforme as regras anteriores.
Em petição enviada à Corte, a defesa registrou que os pedidos de visita voltarão a ser encaminhados ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar. Contudo, o senador Flávio Bolsonaro não terá esse direito, pois a proibição contra ele segue ativa por noventa dias.
O impedimento do parlamentar foi estabelecido após a divulgação de carta em que Jair Bolsonaro manifestou apoio à candidatura do filho à Presidência da República. Além das visitas, Bolsonaro segue proibido de realizar manifestações de caráter político-eleitoral até o fim das eleições de outubro.


