A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (30), que ele perdeu o emprego formal após a repercussão de uma reportagem sobre suas atividades profissionais. O advogado Michael Robert solicitou a análise urgente de um pedido para que o ex-parlamentar retorne a Petrópolis, no Rio de Janeiro.
No documento enviado ao tribunal, a defesa afirma que a matéria jornalística provocou desgaste entre Silveira e o empregador, resultando na demissão. Com a perda do trabalho, os advogados pediram a revogação da autorização que permitia ao ex-deputado atuar profissionalmente na capital fluminense.
O pedido ocorre após uma série de petições apresentadas nos últimos dias. Em 24 de agosto, a defesa contestou uma intimação do ministro Alexandre de Moraes para que Silveira comprovasse seu vínculo empregatício. A determinação foi motivada por informações e vídeos levados ao processo por terceiros que não participam da execução penal.
Para comprovar a atividade, Robert apresentou contrato de trabalho, recibos de pagamento, cartão do CNPJ da empresa, declarações de prestação de serviços e comprovantes de faturamento. Segundo o contrato, Silveira atuava com consultoria comercial, prospecção de clientes e apoio estratégico.
A manifestação sustenta que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se posicionado favoravelmente ao exercício do trabalho no Rio de Janeiro, atividade que havia sido autorizada pelo relator do caso com base no contrato apresentado.
O advogado requer agora que o STF retire o sigilo de uma petição e dos vídeos apresentados por terceiros. Robert afirmou que desconhece as condutas atribuídas ao cliente e o contexto enviado ao tribunal, declarando no documento que a defesa está “defendendo às cegas um despacho judicial”.

