A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro enviou representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última segunda-feira, 27 de julho de 2026. A defesa afirma que a ação movida pela Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) contra um vídeo de inteligência artificial busca criminalizar o apoio político ao ex-chefe do Executivo.
Os advogados do candidato à Presidência classificaram a tese da ação como uma “alegação heterodoxa” e solicitaram que o TSE rejeite o pedido para remover o vídeo do ar. A federação questiona o uso irregular de IA e a propaganda eleitoral antecipada durante a convenção partidária, realizada no sábado, 25 de julho, onde o vídeo simulou um pronunciamento do ex-presidente.
Segundo a defesa, as manifestações de apoio entre lideranças configuram atividade política e não podem ser tratadas como irregularidade eleitoral. Os advogados argumentam que a declaração atribuída ao ex-presidente, indicando Flávio como substituto, representa apenas preferência política, e não um pedido explícito de voto. A representação também contestou a classificação do material como deep fake, pois a gravação informava ser uma simulação de IA sem ocultar a tecnologia.
A defesa pede que o TSE indefira integralmente a tutela de urgência apresentada pela federação, mantendo o vídeo disponível até o julgamento do mérito. O ministro Kassio Nunes Marques foi sorteado relator do caso no Tribunal.

