A defesa de Diego Fonseca Borges, julgado por júri popular nesta quinta-feira (27) em Jataí, pede que os jurados considerem o fato de o acusado ter prestado socorro à namorada, Ielly Gabriele Alves, de 23 anos. A jovem morreu após ser atingida por um tiro no tórax no dia 4 de novembro de 2023.
Os advogados Mirelle Gonsalez Maciel e Rodrigo Lustosa Victor afirmaram, em nota, que o acusado levou a vítima ao Hospital das Clínicas Dr. Serafim de Carvalho, onde ela chegou com vida. A defesa também alegou que a gravação original do crime possui áudio essencial para a compreensão dos fatos, diferentemente do vídeo sem som que circula publicamente.
O crime ocorreu no setor Epaminondas I. Na ocasião, o homem tentou convencer as autoridades de que dois indivíduos em uma motocicleta teriam efetuado o disparo contra o casal. A versão foi descartada após a tia da vítima entregar à Polícia Civil o celular da jovem, que continha a gravação do assassinato.
O delegado Thiago Saad informou, em 2023, que o acusado apresentava comportamento agressivo e que a vítima relatava agressões a amigas. Segundo a autoridade policial, o caso era um exemplo típico de violência doméstica em um relacionamento conturbado.
O julgamento estava previsto para o dia 4 de dezembro do ano passado. A sessão foi adiada após os advogados de defesa deixarem o plenário em protesto contra aplausos da plateia ao promotor de Justiça, alegando que a reação poderia influenciar a decisão dos jurados.


