A defesa da influenciadora Virginia Fonseca negou ter intenção de causar prejuízo aos consumidores em resposta à Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O MPDFT acusa a influenciadora e a plataforma de apostas Blaze de usarem marketing abusivo para atrair público durante a Copa do Mundo.
O Ministério Público solicitou a condenação solidária da Blaze e da influenciadora ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 120 milhões. Segundo a ação, o valor foi calculado com base em uma estimativa de que a Blaze movimentaria cerca de R$ 600 milhões anuais em receita bruta de jogos. A investigação teve início após denúncias de consumidores sobre retenção de valores e bloqueio de contas na plataforma.
O promotor Paulo Binicheski afirmou que a influenciadora publicou conteúdos incentivando apostas na Blaze sem deixar claro o caráter publicitário da divulgação. A defesa refuta as alegações, dizendo que a responsabilização civil deve se basear em provas concretas, e não em presunções decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora. A defesa reafirma confiança no Poder Judiciário.
A plataforma Blaze, por sua vez, informou que não foi formalmente intimada sobre o procedimento do MPDFT. A empresa declarou manter compromisso com a transparência e conformidade legal, seguindo diretrizes de Jogo Responsável.

