A defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o trancamento do inquérito. A petição foi protocolada na quinta-feira, questionando a validade das provas.
A defesa sustenta que as provas são ilícitas. Segundo os advogados, a Polícia Federal utilizou dados telemáticos de Roberta Luchsinger para uma finalidade diversa daquela autorizada judicialmente. A quebra de sigilo ocorreu no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos indevidos do INSS.
Os advogados contestam a alegação da PF de que os elementos sobre Roberta, Fábio Luís Lula da Silva e negócios na área da saúde surgiram por acaso. Eles afirmam que a PF já identificou a relação entre Roberta, Antônio Carlos Camilo Antunes e Fábio Luís Lula da Silva antes de acessar o conteúdo da nuvem da empresária.
Um depoimento de 2025 citado pela defesa aponta Roberta como intermediária entre Antônio Carlos Camilo Antunes e Fábio Luís Lula da Silva em tratativas ligadas à World Cannabis. O projeto, que visava fornecer medicamento à base de canabidiol ao governo, teria um valor estimado em 627 milhões de reais.
Em outra movimentação, a Procuradoria-Geral da República pediu que as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger deixem o STF para a primeira instância. Interlocutores da Corte indicaram que o ministro Mendonça pode manter os casos no Supremo.

