O depoimento de um banqueiro à Polícia Federal, previsto para quinta-feira, foi adiado a pedido da defesa. A justificativa oficial é a integração de um novo criminalista à equipe jurídica, mas a mudança reflete a necessidade de reestruturar a defesa frente às investigações do Banco Master.
A equipe de advogados passou a considerar que não há espaço para acordo com a PF, apesar de tentativas anteriores de colaboração premiada terem sido rejeitadas por investigadores e pelo Ministério Público. As propostas antigas não contemplavam todas as informações já em posse das autoridades.
O novo criminalista integrou a defesa no início de agosto, ao lado de outro advogado. Com a chegada do profissional, a equipe precisa analisar o conjunto das apurações para definir o posicionamento do banqueiro perante a PF. O advogado também se reuniu com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A PF e a Procuradoria-Geral da República afirmam possuir um volume relevante de informações, incluindo dados de celulares apreendidos. Esse cenário diminuiu o poder de barganha de uma eventual delação, segundo os investigadores. O adiamento do depoimento ocorre, portanto, em um momento de profunda reavaliação da estratégia de defesa.

