O deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, solicitou escolta da Polícia Legislativa para sua campanha. Hugo Motta, presidente da Câmara, negou o pedido, alegando que a candidatura a outro cargo não se enquadra nas regras de proteção.
A negativa ocorreu após Gaspar encaminhar um ofício a Motta no dia 13 de agosto. O parlamentar argumentou que a condição de candidato a vice aumentaria sua exposição e o potencial risco à segurança. Ele solicitou que a Polícia Legislativa fosse a estrutura institucional para garantir sua integridade física durante a disputa.
Motta indeferiu a solicitação com base em parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa e no Ato da Mesa nº 213, de setembro do ano passado. A norma estabelece que a proteção fora das dependências da Câmara é excepcional e depende de autorização do presidente da Casa.
A Câmara informou que a proteção policial destina-se a riscos ligados ao exercício do mandato parlamentar. Segundo a instituição, a candidatura de Gaspar à Vice-Presidência não se encaixa nessas hipóteses. O ato de negativa foi assinado por Motta e outros membros da Mesa Diretora em setembro de 2025.
Gaspar reagiu à decisão, afirmando que não recorrerá e que continuará a campanha. O deputado declarou que passará a confiar na avaliação de Motta, mantendo seu trabalho contra o crime organizado e a corrupção nas ruas.


