A perda diária de fios de cabelo é considerada normal, mas mudanças no padrão individual, como a diminuição perceptível do volume ou o surgimento de áreas de falha, devem ser investigadas. Segundo a dermatologista e tricologista Tamara Vanzela, a observação do hábito pessoal é mais relevante do que a estimativa geral de perda de fios.
Sinais simples podem indicar a necessidade de avaliação médica. A especialista aponta que o cabelo preso pode parecer menos volumoso, exigindo mais voltas do elástico para ser segurado, e as pontas podem ficar mais finas. A exposição do couro cabeludo, especialmente sob luzes específicas ou com os fios molhados, também é um alerta.
A situação requer atenção imediata quando a queda vem acompanhada de dor, vermelhidão, coceira ou descamação. Reduções progressivas da densidade capilar sem explicação evidente devem ser avaliadas por profissionais para evitar a perda definitiva de folículos em casos de doenças cicatriciais.
Entre as causas comuns está o eflúvio telógeno, uma alteração temporária do ciclo capilar provocada por estresse, cirurgias, infecções, emagrecimento ou deficiências nutricionais. Vanzela explica que a queda pode se manifestar cerca de três meses após o evento desencadeador.
Outras possibilidades incluem a alopecia androgenética, ligada à genética, e a alopecia areata, doença autoimune que gera falhas arredondadas e delimitadas. Infecções e outras condições inflamatórias também podem causar a perda de fios em regiões específicas do couro cabeludo.
Sobre a sazonalidade, a médica afirma que a percepção de maior queda no fim do verão e início do outono não é um efeito definido em seres humanos. Fatores como alimentação, hormônios e doenças possuem influência superior às estações do ano.
A dermatologista alerta contra o uso indiscriminado de suplementos, polivitamínicos e shampoos antiqueda sem orientação. O tratamento de apenas um sintoma pode postergar o diagnóstico da causa real, que pode ser genética, nutricional ou inflamatória.

