O candidato ao Senado e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), afirmou nesta segunda-feira (31) que a operação Carbono Oculto foi conduzida pelo governo estadual. A declaração ocorreu durante evento sobre segurança pública promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital.
Derrite criticou o Partido dos Trabalhadores (PT) por atribuir a ação ao governo federal. Segundo o político, a operação foi desenvolvida por meio de uma rede colaborativa, com destaque para a atuação do núcleo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos e de São José do Rio Preto.
O candidato afirmou que integrantes do PT, incluindo Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, utilizam a operação em propagandas eleitorais na televisão para reivindicar a autoria da ação. Ele declarou que o grupo usa a mentira diariamente para enganar a população.
Durante o evento, Derrite apresentou resultados de outras ações contra o crime organizado, como a operação Downtown. A investigação durou um ano e identificou uma rota de distribuição de drogas que passava pela Baixada Santista e pela Favela do Moinho até chegar ao centro de São Paulo.
A apuração indicou que 78 hotéis e hospedarias da região eram utilizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para armazenamento de entorpecentes, consumo e lavagem de dinheiro. Por decisão judicial, os estabelecimentos foram fechados e R$ 210 milhões foram bloqueados.
O ex-secretário informou que mais de 33 mil dependentes químicos foram atendidos em 40 clínicas terapêuticas durante as intervenções. Ele atribuiu ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a desmobilização da Favela do Moinho, citando a atuação conjunta entre forças de segurança e Ministério Público para a retomada do território e a resolução do problema da Cracolândia.


