A seleção brasileira enfrentou um período de irregularidade em 1968, após a eliminação na primeira fase da Copa de 1966. O desempenho em excursões pela Europa e em jogos no Brasil gerou crises e forçou a reestruturação da comissão técnica da equipe.
O treinador Aymoré Moreira retornou ao comando da equipe após a saída de Vicente Feola, um momento que marcou uma tentativa de renovação do futebol nacional. O presidente da CBD, João Havelange, criou a Comissão Selecionadora Nacional, que escolheu o técnico.
Em 1968, o time realizou uma excursão europeia. A viagem começou com uma derrota por 2 a 1 para a Alemanha Ocidental. A partir desse resultado, Moreira percebeu a necessidade de reformulação, visto que o Brasil precisava de um plano elaborado para a próxima Copa.
A campanha estrangeira incluiu vitórias sobre Polônia, Iugoslávia e Portugal, além de jogos no México, onde o time perdeu por 2 a 1 em outubro, no Maracanã, gerando contestações sobre o trabalho da comissão técnica.
Em 1969, João Havelange dissolveu a comissão técnica e demitiu Moreira. O anúncio de um novo treinador em fevereiro daquele ano trouxe João Saldanha ao cargo, mas ele foi afastado antes de iniciar o torneio. Mário Jorge Lobo Zagallo assumiu 78 dias antes da estreia mundialista contra a Tchecoslováquia, iniciando a campanha do tricampeonato.


