A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, um patamar menor na série histórica da Pnad Contínua. Os dados, divulgados pelo IBGE, mostram variações estaduais que oscilam entre 2,1% em Santa Catarina e 9,8% no Amapá.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012, aponta que o indicador nacional caiu em comparação ao trimestre anterior. Em 13 unidades federativas, a taxa registrou quedas estatisticamente significativas. Entre elas, Minas Gerais teve queda de 1,2 ponto percentual e Acre, 1,6 ponto percentual.
As maiores taxas de desocupação ficaram concentradas no Amapá, com 9,8%, e na Bahia, com 9,1%. Por outro lado, Santa Catarina apresentou o menor índice nacional, atingindo 2,1%. O IBGE informou que em 14 estados, a variação não foi considerada estatisticamente relevante, permanecendo dentro da margem de erro da pesquisa.
Economistas afirmam que, apesar do baixo desemprego, o mercado de trabalho apresenta sinais de desaceleração. Um fator apontado é a estabilidade da renda média no segundo trimestre, segundo a Pnad. A pesquisa abrange trabalhadores formais e informais.
A análise também considera influências demográficas e tecnológicas. O envelhecimento da população pode reduzir a pressão sobre a taxa de desemprego, enquanto estudos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas estimaram que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual no ano passado.


