O Brasil registrou a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia nos últimos dez anos, desde 2016, segundo dados do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O período de agosto de 2025 a julho de 2026 contabilizou 2.874,38 km² sob alerta, o que representa uma queda de 36,87% em relação ao ciclo anterior.
Os números, apresentados em coletiva no Inpe, indicam que Mato Grosso liderou a redução na Amazônia com queda de 49%, seguido por Amazonas (46,7%) e Rondônia (41,2%). No bioma Cerrado, a área sob alerta foi de 5.119,46 km², com recuo de 7,8%. O governo Lula reafirmou o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030, retomando o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDAm).
O Observatório do Clima celebrou a redução, afirmando que a diminuição evitou a emissão de 2,238 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente (GtCO₂e), volume equivalente ao total bruto de emissões do país em um ano. Contudo, a organização alertou para ameaças legislativas, como propostas para flexibilizar o Código Florestal e diminuir a proteção de Unidades de Conservação.
Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, a queda representa um legado ambiental do governo. Ele declarou que o fim da destruição florestal depende de uma mudança no posicionamento do Parlamento e da resolução de contradições internas do governo.


