Dezenove cidades aceitaram o Novo Acordo do Rio Doce, aproximando o número de municípios envolvidos aos 49 elegíveis. O pacto prevê um pagamento adicional de mais R$ 100 bilhões, além dos R$ 70 bilhões já pagos em onze anos.
O acordo, homologado pelo Superior Tribunal Federal no final de 2024, visa quitar ações judiciais do desastre de 2015, ocorrido quando a Barragem do Fundão, operada pela Samarco, rompeu. O rompimento causou mortes e contaminou a bacia do Rio Doce.
Ao aceitar os termos, as prefeituras abrem mão de indenizações possíveis em processos internacionais. Um escritório de advocacia que trata da ação na Inglaterra estimava indenizações de até R$ 50 bilhões para os municípios afetados.
O Consórcio Público para Defesa e Revitalização do Rio Doce (Coridoce) solicitou as novas adesões, mediadas pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6). As cidades de Resplendor (MG), Ouro Preto (MG), Colatina (ES) e Governador Valadares (MG) permanecem fora do acordo.
Rodrigo Vilela, presidente da Samarco, afirmou que a ampla adesão demonstra o caminho legítimo para a reparação. As novas cidades signatárias receberão o primeiro pagamento em até trinta dias após o cumprimento das condições do Termo de Adesão e Compromisso.

