O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira, dia 19 de agosto. A data foi criada para combater a lesbofobia, ou seja, o preconceito contra mulheres lésbicas, e promover a luta por direitos civis no país.
A celebração relembra o evento de 1983, no Ferro’s Bar, em São Paulo. Na ocasião, mulheres lésbicas se opuseram à violência e à censura sofridas no local. Este ato se tornou um marco da resistência lésbica brasileira, pois foi a primeira manifestação organizada contra a discriminação durante a ditadura militar.
Neste dia, há 43 anos, a administração do espaço impediu a circulação do boletim Chana com Chana, produzido pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf). Este periódico, criado em janeiro de 1981, foi o primeiro voltado ao público lésbico no Brasil e divulgava textos sobre política, artes e direitos civis.
Agosto também é conhecido como Mês da Visibilidade Lésbica. Além do Dia Nacional, há a comemoração do Dia da Visibilidade Lésbica, em 29 de agosto, instituída há 30 anos por ativistas brasileiras no Rio de Janeiro. Em janeiro de 2003, ativistas aprovaram a incorporação de símbolos lésbicos na bandeira arco-íris do movimento.
Para denunciar casos de discriminação e violações contra pessoas LGBTQIAPN+, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) disponibiliza o Disque Direitos Humanos, o Disque 100, que atende vinte e quatro horas por dia, garantindo sigilo ao denunciante.


