A escolha do vice para a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta dificuldades de aliança com partidos do Centrão, um cenário que remete às decisões tomadas por Jair Bolsonaro em 2018 e 2022. A negociação atual contrasta com a antecipação de nomes em anos anteriores, refletindo tensões políticas no país.
Em 2018, quando Jair Bolsonaro concorreu ao Planalto, Janaina Paschoal foi o nome principal considerado para a vaga de vice. Apesar de ter sido recebida na convenção nacional aos gritos de “vice”, ela não foi oficializada. O ex-presidente, contudo, anunciou Hamilton Mourão de última hora, após descartar a advogada. Mourão, que era da reserva militar, foi escolhido na convenção do diretório do PSL em São Paulo, data-limite fixada pela Justiça Eleitoral.
Quatro anos depois, a estratégia mudou. Bolsonaro preteriu Mourão, que acumulou atritos com o presidente, e optou por anunciar antecipadamente Walter Braga Netto para a vice na chapa presidencial em 2022. O quadro atual de Flávio Bolsonaro difere, pois o União Brasil, agora federado ao PP, tende a declarar neutralidade na disputa nacional.
Membros da federação apontam que a relação de proximidade entre Flávio e Daniel Vorcaro, envolvido em escândalo financeiro, afastou apoio de partidos. O presidente do PP, Ciro Nogueira, comentou com aliados sobre o tratamento dado ao episódio. Com o Republicanos, aliados consideram que há porta aberta para negociação, mas o presidente do partido, Marcos Pereira, expressou pessimismo com a aliança.

