O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta quinta-feira (27) que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas se transformou na “ADPF dos palácios”. A declaração ocorreu durante seminário do projeto Mercado Ilegal, que analisa impactos na economia, saúde e segurança pública.
Rodrigues utilizou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como exemplo para a afirmação, mencionando a existência de deputados presos por ligações com facções criminosas. O diretor-geral defendeu que o combate ao crime não deve ser restrito à atuação policial, sugerindo a ampliação de parcerias entre a PF e a iniciativa privada para enfrentar o mercado ilegal.
A ADPF 635, denominada ADPF das Favelas, teve seu julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2025. Na ocasião, a Corte definiu critérios para a redução da letalidade policial na capital fluminense.
Entre as diretrizes estabelecidas pelo STF, determinou-se que a PF instaurasse inquérito para apurar crimes cometidos por organizações criminosas no Rio de Janeiro.
Durante o evento, o diretor-geral também elogiou a conduta do governador interino do Rio, Ricardo Couto. Rodrigues disse que era preciso louvar a ação e a postura do gestor.

