A defesa do diretor-presidente da Voepass afirmou que o executivo não tinha conhecimento de problemas que antecederam a queda do voo 2283, em Vinhedo, em 2024. O acidente resultou em 62 mortes, e o executivo figura entre 16 funcionários e ex-funcionários da companhia indiciados pela Polícia Federal.
Em nota, a defesa alegou que o executivo integrava o conselho da Voepass na época do acidente, mas não participava da gestão direta das operações desde 2017. Segundo o advogado, o executivo declarou à PF que, ao tomar ciência de problemas técnicos, determinou medidas para cumprir os protocolos de segurança, mas nunca soube de condutas contrárias a essas determinações.
Essa versão contrasta com o relatório da Polícia Federal, que sustenta que o executivo deveria ter agido para interromper omissões da companhia aérea sobre manutenção e operação das aeronaves. A PF informou que o executivo detinha pleno conhecimento dos problemas técnicos graves da frota e era responsável por receber intimações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A Polícia Federal indiciou 16 pessoas, sendo quinze investigadas por atentado contra a segurança do transporte aéreo e uma por falsidade ideológica. O inquérito será analisado pelo Ministério Público Federal (MPF), e os indiciados estão proibidos de deixar o País até a conclusão da análise.


