A desistência da candidatura de Márcio Canella ao Senado movimentou o cenário eleitoral fluminense nesta segunda-feira (4). Paralelamente, a Comissão Executiva Estadual do PT-RJ gerou um racha interno ao definir o número 1313 para a campanha de Diego Quaquá, decisão que provocou críticas de outros membros da legenda.
Washington Quaquá defendeu a atribuição da numeração ao filho, argumentando que, como presidente estadual do partido, ele possui o direito de utilizar a sequência. A posição foi contestada por Lindbergh Farias e Marcelo Freixo, que classificaram a medida como arbitrária. Em nota, ambos afirmaram que o partido não deve funcionar como uma “capitania hereditária”.
Enquanto a direção nacional do PT busca conter os conflitos internos para priorizar a campanha de Lula, o racha no Rio de Janeiro evidencia a divisão entre diferentes alas da legenda. De um lado, o grupo de Washington Quaquá, associado à gestão em Maricá; de outro, lideranças com projeção nacional que divergem sobre a condução política no estado.

