O endividamento em cartão de crédito nos Estados Unidos subiu para US$ 1,26 trilhão no período entre abril e junho. O valor representa alta de US$ 21 bilhões no primeiro trimestre, um avanço de 1,7%. Os dados, do Federal Reserve Bank de Nova York, mostram que o saldo está próximo do recorde de US$ 1,28 trilhão registrado no ano passado.
O aumento no uso do cartão ocorre enquanto a dívida total das famílias americanas apresentou leve queda. Este contraste sugere que a redução do endividamento geral não reflete diminuição no uso do crédito, segundo análise da imprensa. Um indicador de atrasos no pagamento de dívidas de cartão, superior a noventa dias, saltou de 7,6% no fim de 2022 para 12,8% no início de 2026, aumentando preocupações sobre estresse financeiro.
A evolução do endividamento se dá em cenário de preços altos. A inflação chegou a 3,4% em julho. Lucia Dunn, professora emérita de economia da Ohio State University, explica que despesas básicas, como alimentação e material escolar, levam famílias a recorrer ao cartão. O problema surge quando o consumidor não quita a fatura, acumulando saldo.
O relatório do Fed de Nova York também indicou que a dívida total das famílias caiu US$ 13 bilhões no segundo trimestre, totalizando US$ 18,8 trilhões. Em contrapartida, empréstimos para veículos cresceram, com US$ 211 bilhões contratados no período, o maior volume nominal registrado em um segundo trimestre.

