A dívida de empresas com depósitos de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no Brasil atingiu R$ 12,6 bilhões até junho. O atraso nos repasses afeta 11 milhões de trabalhadores, segundo levantamento recente. O empregador deve depositar 8% do salário bruto mensalmente.
O número de empresas que atrasam ou deixam de fazer os depósitos do FGTS aumentou no país. Em setembro do ano anterior, o atraso afetava 9,5 milhões de brasileiros, com dívida de R$ 10 bilhões. O novo levantamento mostra o crescimento da inadimplência, que atinge 11 milhões de trabalhadores até junho.
O problema pode surgir no momento da demissão. Um caso relatado mostrou que funcionários foram dispensados sem receber os depósitos devidos. A advogada trabalhista Silvia Correia explicou que trabalhadores devem consultar regularmente o extrato do FGTS para acompanhar os depósitos.
Empresas irregulares enfrentam punições, como a não emissão do Certificado de Regularidade do FGTS, o que impede acesso a empréstimos e licitações. O Ministério do Trabalho informou que a Auditoria Fiscal do Trabalho recuperou cerca de R$ 6,2 bilhões para o fundo desde março do ano passado.

