A dívida nacional dos Estados Unidos atingiu a marca de US$ 40 trilhões. O aumento do endividamento federal implica custos de juros crescentes, que podem ser repassados às famílias e empresas por meio de crédito mais caro ou aumento de impostos.
O marco foi alcançado em cerca de dez meses após o patamar de US$ 38 trilhões, somando US$ 2 trilhões adicionais nesse período. Em 2026, os pagamentos líquidos de juros da dívida já somam US$ 1 trilhão. Em julho, o custo para manter o endividamento foi de aproximadamente US$ 1,17 trilhão, indicando que grande parte da arrecadação federal cobre dívidas passadas.
O custo do dinheiro influenciado pelos títulos do Tesouro afeta toda a economia. Especialistas alertam que a expansão da dívida pode elevar os custos de financiamento de hipotecas e veículos, além de reduzir o capital disponível para investimentos empresariais.
Para equilibrar as contas, o governo pode aumentar receitas por meio de mudanças em alíquotas ou cortar gastos em programas sociais, defesa e infraestrutura. O Congressional Budget Office projeta um déficit federal de US$ 1,9 trilhão em 2026, subindo para US$ 3,1 trilhões em 2036, citando o crescimento dos juros como fator chave.
A Peterson Foundation estima que os custos de juros alcançarão US$ 16,2 trilhões na próxima década. O risco, segundo análises, não é a falência imediata, mas a transferência gradual desse custo para trabalhadores, consumidores e futuras gerações, manifestando-se em impostos maiores ou crédito mais oneroso.

