A dívida federal dos Estados Unidos superou US$ 40 trilhões, o que representa cerca de R$ 207 trilhões. O mercado de títulos enfrenta pressão com o rendimento de papéis de longo prazo atingindo 5,3%, nível não visto desde 2007.
O aumento nos rendimentos exige que o governo pague mais para captar recursos, elevando o custo de administrar o endividamento. Estima-se que os juros da dívida pública consumam cerca de US$ 1,4 trilhão, ou R$ 7,26 trilhões, neste ano. O Tesouro registrou US$ 40.047.425.768.420 em obrigações do governo federal, valor que corresponde a 124% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior proporção desde o período após a Segunda Guerra Mundial.
A preocupação dos investidores reside na combinação de endividamento alto, déficits crescentes e a remuneração maior exigida pelos compradores dos títulos. Para conter a pressão, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou o aumento das recompras de títulos públicos no mercado secundário, buscando ampliar a liquidez.
O crescimento do endividamento foi impulsionado por despesas elevadas, como gastos relacionados à guerra com o Irã, e cortes de impostos. A previsão é que o déficit orçamentário americano ultrapasse US$ 2 trilhões neste ano. O Congressional Budget Office (CBO) projeta que a dívida federal mantida pelo público avance de 101% do PIB em 2026 para 120% em 2036.
Mesmo excluindo obrigações internas, a dívida líquida em poder dos investidores chega a US$ 37,64 trilhões, equivalente a 99% do PIB americano. Diante disso, o desafio central passa a ser gerenciar o custo desse passivo enquanto os investidores exigem retornos maiores.

