A dívida federal bruta dos Estados Unidos cruzou a marca de 40 trilhões de dólares em 19 de agosto de 2026. Nesse dia, o Tesouro anunciou o dobramento das operações de recompra, visando títulos de 10 a 20 e 20 a 30 anos. Apesar da intervenção, o rendimento de 30 anos manteve-se acima de 5%.
O rendimento de 30 anos fechou em 5,196% no dia 19 de agosto, e permaneceu acima de 5% em todas as sessões do mês. O Instituto Monetário Internacional (IMF) aponta que a dívida bruta dos EUA em relação ao PIB é de 125,8%, com apenas oito nações superando esse índice, lideradas pelo Japão, com 204%. Os pagamentos de juros já superam os gastos do país com defesa nacional ou Medicare.
Analistas apontam o aumento nos rendimentos de longo prazo para um prêmio de prazo maior, mudança na base de compradores do Tesouro e o aumento da oferta de dívida corporativa ligada a projetos de inteligência artificial. Mohamed El-Erian considerou as compras planejadas “pequenas tanto em termos absolutos quanto em relação à emissão líquida”. Peter Boockvar afirmou que a ação “não é um pagamento de dívida, é apenas um rearranjo do cronograma de vencimento dos Treasuries”.
A Berkshire Hathaway, sob gestão de Greg Abel, tem alocado capital em empresas com poder de precificação. Entre as maiores participações divulgadas, American Express detém 17,1% do portfólio, com crescimento de receita de 10% no segundo trimestre. Coca-Cola representa 10,9% do portfólio, enquanto Occidental Petroleum possui 4,3%.

