A dívida total do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40,047 trilhões na terça-feira, dia 19, segundo dados do Departamento do Tesouro. O valor, divulgado nesta quarta-feira (20), é mais que o dobro do registrado em janeiro de dois mil dezessete, e acende alertas sobre a saúde fiscal da economia.
Os dados do Tesouro mostram que US$ 32,266 trilhões são títulos em poder do público, enquanto US$ 7,782 trilhões constituem dívida intragovernamental. O crescimento do endividamento teve forte impulso durante a pandemia de Covid-19, quando os governos de Trump e Joe Biden expandiram gastos para responder à crise sanitária e econômica.
O déficit federal registrou US$ 432 bilhões em julho, o quarto maior do país. Nos dez primeiros meses do ano fiscal de 2026, o déficit já superou o resultado de todo o ano fiscal de dois mil vinte e cinco. Os gastos com seguridade social e assistência médica, somados ao pagamento de juros, pressionam as contas federais.
O custo do serviço da dívida também preocupa. Em dois mil vinte e cinco, os gastos com juros superaram o Departamento de Defesa. Nos primeiros dez meses de dois mil vinte e seis, os juros ultrapassaram o Medicare, tornando-se o segundo item orçamentário federal, atrás apenas da Seguridade Social.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou nesta quarta-feira o aumento das recompras de títulos de dez a trinta anos para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. Além disso, estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso apontam que uma legislação proposta pode adicionar cerca de US$ 4,7 trilhões à dívida federal.

