A dívida pública brasileira atingiu 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho, o nível mais alto desde a pandemia. O aumento contínuo gera insegurança sobre a capacidade do Tesouro de honrar compromissos e eleva as taxas de empréstimos no mercado.
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desafios fiscais crescentes. Projeções indicam que a dívida pública deve aumentar em 10 pontos percentuais ao longo dos quatro anos de governo. Esse crescimento acelerado eleva o risco de o país entrar em um quadro de estagnação econômica e inflação alta, caso não haja alteração na trajetória.
A situação fiscal deveria ser tema central nas campanhas eleitorais. Contudo, os dois líderes em pesquisas, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não abordam a questão, o que a imprensa considera uma atitude irresponsável diante do risco.

