A confirmação da identidade dos sete indígenas mortos em um acidente na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, será feita por meio de exames de DNA realizados em Campo Grande. O órgão responsável trabalha para agilizar o processo, embora o prazo dependa da condição das amostras.
A diretora do Instituto de Laboratórios Forenses (IALF), Josemirtes Prado da Silva, informou que as amostras dos corpos foram enviadas à Capital. O laboratório é o único no estado equipado com a tecnologia necessária para os exames de DNA.
As vítimas estavam em um projeto de intercâmbio cultural em Mato Grosso do Sul. O grupo, que saiu da Aldeia Porto Lindo, em Japorã, vinha de São Paulo. O acidente ocorreu quando o veículo foi atingido por um semirreboque que se soltou de um caminhão.
Josemirtes Prado da Silva explicou que o procedimento envolve o pré-processamento das amostras, como ossos ou dentes, seguida da trituração para obtenção do DNA. O prazo para o resultado pode ser longo, pois as amostras sofreram altas temperaturas e estão degradadas.
O motorista do caminhão foi ouvido e liberado. Ele declarou que o semirreboque se soltou sem que ele percebesse. Segundo seu depoimento, ele viu o acidente ao retornar ao local, mas desconhecia a existência de vítimas.


