O dólar brasileiro registrou queda de 0,41% na quinta-feira (06), fechando a R$ 5,1073. A baixa ocorreu apesar da força da moeda americana no exterior, sendo influenciada pelo tom do Comitê de Política Monetária (Copom) e pelo aumento do preço do petróleo.
Operadores indicam que o real pode ter sido beneficiado por uma correção, com investidores desfazendo posições defensivas montadas antes da reunião do Copom. O órgão reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% na quarta-feira. Além disso, ganhos superiores a 3% no petróleo, motivados por tensões no Oriente Médio, com o barril do Brent acima de US$ 80, favoreceram o real pela melhora dos termos de troca.
Jacques Zylbergeld, superintendente de câmbio do Banco Rendimento, explicou que o tom mais firme do Copom permitiu que o dólar revertesse parte da alta vista no início da semana. O economista também observou que, mesmo com a alta de juros nos EUA em setembro, o diferencial de juros manterá a atratividade do *carry trade*.
Andrés Abadia, economista-chefe para América Latina da consultoria Pantheon Macroeconomics, espera um novo corte da Selic em setembro, mas alerta que a incerteza política pode manter as expectativas de inflação elevadas. Ele prevê que a taxa de câmbio deve se manter entre R$ 5,05 e R$ 5,25 até as eleições.

