O dólar avançou 0,41%, cotado a R$ 5,1625 à vista, nesta quarta-feira (26), após a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos. O mercado reagiu aos números de inflação e ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, que podem influenciar a política monetária do Federal Reserve.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,2% em julho, revertendo a queda de 0,1% registrada em junho. Na comparação anual, o indicador acumulou alta de 3,7% nos 12 meses até julho, superando a previsão de 3,6% dos economistas. O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis, também avançou 0,2% no mês, resultado que ficou dentro das expectativas.
Paralelamente, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 1,5% no segundo trimestre, número que veio em linha com as projeções. A divulgação desses dados fortaleceu os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, e impulsionou a moeda americana diante de diversas divisas globais, incluindo o real.
No Brasil, os investidores monitoraram a prévia da inflação oficial (IPCA-15), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador registrou queda de 0,40% em agosto, superando a previsão de recuo de 0,30%. Apesar da deflação geral, houve aceleração em preços de serviços e na média dos núcleos de inflação.
Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro, o mais negociado do mercado brasileiro, subia 0,24%, aos R$ 5,1665. Na terça-feira (25), a moeda à vista havia encerrado o pregão em queda de 0,23%, cotada a R$ 5,1414.
O Banco Central programou para as 11h30 desta quarta-feira um leilão de 60 mil contratos de swap cambial. A operação visa a rolagem de contratos com vencimento previsto para o dia 1º de setembro.

