Doze estados dos EUA entraram com uma ação antitruste contra a Paramount Skydance nesta segunda-feira (13) para barrar a oferta de US$ 110 bilhões pela Warner Bros. Discovery. O processo, apresentado em tribunal federal da Califórnia, alega que a fusão prejudicará a concorrência e resultará em preços mais altos e menos opções para consumidores de filmes e televisão.
A contestação afirma que o acordo afetará a distribuição de filmes e o licenciamento de canais de TV por assinatura. Segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, a união dos gigantes do entretenimento levaria a “preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo para cinema e televisão, prejudicando salas de cinema, distribuidoras de TV por assinatura e, no fim, o público”.
A fusão reuniria dois dos cinco maiores estúdios dos EUA, conferindo à empresa combinada controle sobre 27% do mercado de filmes amplamente lançados. Além disso, a nova companhia controlaria mais de 30% dos blockbusters previstos. Com a transação, apenas quatro empresas manteriam controle sobre 90% desse mercado, somando-se a Walt Disney, Universal e Sony Pictures.
O negócio também impactaria o mercado de canais de televisão, onde a união uniria o segundo e o terceiro maiores players, dando à companhia resultante 27% do mercado em audiência. O processo dificulta a conclusão da fusão antes do fim de setembro, prazo em que a Paramount teria que pagar taxas aos acionistas da Warner Bros. pelo atraso.


