Drones autônomos equipados com inteligência artificial estão sendo testados para reduzir o tempo de resposta a incêndios florestais. Em testes realizados pela CAL FIRE na Califórnia e em competições no Alasca, a tecnologia busca detectar e aplicar agentes supressores em focos pequenos.
Em julho de dois mil e cinco, a CAL FIRE realizou um teste de campo com drones de supressão autônomos da Seneca, em parceria com a organização sem fins lucrativos FireWERX. Cinco aeronaves participaram da demonstração. O sistema da Seneca utiliza sensores e visão computacional para localizar o fogo e despejar espuma Classe A aerada em áreas específicas. A empresa alega que seu sistema completo opera com quatro a seis drones, entregando entre quinhentos e mil quilos de capacidade de supressão por voo.
Outro avanço ocorreu no Alasca, onde equipes competiram no XPRIZE Wildfire. Três grupos finais utilizaram tecnologia autônoma para detectar e conter focos iniciais sem intervenção humana. A Dryad Networks, uma empresa alemã, demonstrou um sistema que usa sensores ambientais para monitorar gases de combustão. Ao identificar um possível foco, um drone de observação lança-se para confirmar a situação antes que um drone de supressão atue.
Testes em campo indicam o potencial da tecnologia, embora existam limitações. O sistema de drones não possui a capacidade de carga de um grande avião-tanque, que a CAL FIRE já opera. Contudo, os drones podem atuar em operações noturnas ou em terrenos de difícil acesso, oferecendo um ataque inicial rápido. Um acordo de cinco anos foi firmado entre a Aspen Fire Protection District, no Colorado, e a Seneca para incorporar o sistema em suas operações.


