Drones utilizados por criminosos passaram a lançar explosivos em favelas do Rio de Janeiro durante disputas territoriais. Os ataques, que atingiram veículos e imóveis, deixaram feridos e causaram medo entre os moradores locais.
A polícia demonstrou artefatos explosivos, que são granadas improvisadas feitas com tubos de PVC recheados com cacos de vidro e pólvora. Em um episódio, o explosivo atingiu uma festa de rua, ferindo duas crianças e um homem. Em outra ocorrência, estilhaços atingiram a perna de um morador.
Autoridades policiais informaram que há uma disputa pelo uso dos equipamentos, com facções atacando e outros grupos adotando meios para detectar e neutralizar os drones. Um delegado de polícia explicou que telhados instalados em comunidades visam impedir lançamentos de artefatos explosivos.
Nesta semana, agentes localizaram dois homens que operavam drones para lançar explosivos. Os indivíduos foram presos após a polícia seguir o voo do equipamento até um imóvel alugado no Recreio dos Bandeirantes. Os suspeitos também bombardearam uma lanchonete local.
O uso dos drones não se restringe a explosões. Os equipamentos também são usados para monitorar grupos rivais e acompanhar ataques terrestres. Dados do Disque-Denúncia mostram o aumento de registros envolvendo drones equipados com explosivos nos últimos anos.


