Ataques com drones russos contra Kiev e região entraram, nesta segunda-feira (31), no quinto dia consecutivo. As ofensivas atingiram armazéns em Brovary e Boryspil, deixando quatro feridos, e causaram a paralisação do metrô da capital ucraniana, afetando a rotina de milhões de pessoas sob alertas quase ininterruptos.
O governador regional Tymur Tkachenko informou que as investidas aéreas atingiram diversos depósitos. Na região sul, em Odessa, o governador Oleh Kiper relatou um incêndio em um terminal da empresa de entregas Nova Poshta. A estratégia russa tem focado em alvos econômicos, como redes de supermercados e Correios, aproveitando a escassez de sistemas de defesa antiaérea ucranianos.
A rotina em Kiev foi prejudicada pelo uso de enxames de drones durante o dia. A circulação de trens do metrô foi interrompida nos trechos que cruzam o rio Dnipro, deixando dezenas de passageiros em plataformas lotadas. No setor educacional, o Ministério da Educação informou que cerca de um milhão de livros didáticos foram destruídos em ataques a editoras, o que pode atrasar o início do ano letivo.
O Ministério da Defesa russo declarou, no domingo, que prepara ataques massivos contra a infraestrutura energética da Ucrânia. No mesmo período, a Rússia afirmou ter abatido 239 drones ucranianos em 14 regiões, incluindo a Península da Crimeia e o Mar Negro. Em Belgorod, cidade fronteiriça, três pessoas morreram após ataque com mísseis ucranianos, enquanto quatro ficaram feridas em Ecaterimburgo.
O presidente Volodimir Zelenski afirmou que a Rússia lançou quase 1,5 mil aeronaves não tripuladas em quatro dias, sendo mais da metade movidas a jato. Zelenski declarou que os ataques buscam desgastar a população. O presidente informou ter tido conversa com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados de Donald Trump, para discutir datas de visita dos diplomatas à Ucrânia.


