O comércio eletrônico transformou a cadeia produtiva da moda brasileira, impulsionando vendas online em 35% em 2025, segundo pesquisa NuvemCommerce. O setor, que movimentou R$ 2,9 bilhões, exige que a indústria de confecção responda a ciclos mais curtos e maior demanda por personalização.
A evolução do consumo digital altera a dinâmica da indústria, que, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), movimentou R$ 221 bilhões em 2024. O setor reúne 25,7 mil unidades produtivas formais e gera 1,34 milhão de empregos diretos. A projeção da Statista indica que a receita do segmento no Brasil alcançará US$ 8,47 bilhões neste ano, com crescimento médio anual de 11,56% até 2029.
A mudança de comportamento do consumidor redefiniu a relação entre marcas e fornecedores. Dariele Ferreira, diretora comercial da Brunx Indústria Têxtil, afirmou que a velocidade do ambiente digital fez com que a indústria deixasse de ser apenas fabricante. Ela explicou que as marcas precisam testar produtos e lançar novidades com mais frequência, o que faz a indústria atuar como parceira estratégica.
A descoberta de produtos ocorre majoritariamente em plataformas digitais. O NuvemCommerce aponta que 97% das lojas virtuais de moda utilizam organicamente o Instagram, e 70% investem em anúncios na rede. Essa exigência de agilidade e flexibilidade impulsiona o crescimento de marcas próprias e operações nativas digitais, fortalecendo a competitividade nacional.


