O eclipse solar total de 12 de agosto será visível em boa parte da Europa Ocidental. O evento, que combina espetáculo visual com fenômenos raros, é cercado por curiosidades científicas, como o mecanismo de Antikythera, uma antiga calculadora grega.
O eclipse total exige precisão extrema, pois uma margem de apenas 0,1% define se o evento será parcial ou total. Somente na totalidade a coroa solar se torna visível. Quando o Sol desaparece, há uma queda abrupta de luminosidade e temperatura, e surgem fenômenos exclusivos, como o anel de diamante e as contas de Baily.
Além do eclipse, a noite de 12 de agosto será propícia para a observação da chuva de meteoros das Perseidas, que atingirá seu pico de atividade. Segundo o presidente da Comissão Científica Espanhola do Trio de Eclipses, Rafael Bachiller, os eclipses totais cessarão em cerca de 600 milhões de anos.
Bachiller explicou que o afastamento da Lua da Terra, em média de 3,8 centímetros por ano, fará com que o diâmetro aparente lunar deixe de ser suficiente para cobrir totalmente o disco solar, restando apenas os eclipses anulares.


