A economia do Chile não apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável no período, ficando abaixo da projeção de 0,3% esperada pelo mercado. Em comparação com o trimestre de 2025, houve retração de 0,2%.
O desempenho trimestral marca o primeiro resultado sem expansão desde que José Antonio Kast assumiu a Presidência do Chile, em março. O país enfrenta taxas de desemprego em 9,4%, nível mais alto desde 2021, segundo os dados divulgados. Analistas revisaram as projeções anuais, que agora apontam para uma expansão de cerca de 1%.
Fatores externos influenciaram o cenário. A alta do petróleo, causada pela situação entre Estados Unidos e Irã, elevou o custo de combustíveis. O governo chileno adotou medidas para liberar os preços, mas a gasolina e derivados registraram o maior aumento desde a década de 1980, afetando o orçamento familiar.
Além disso, eventos climáticos extremos pressionaram a atividade. Chuvas intensas em julho causaram mortes e interromperam operações em várias regiões. Kast afirmou que espera uma recuperação a partir do fim de 2026, contando com cortes de impostos e incentivos aprovados pelo Congresso chileno.
A situação chilena contrasta com a Argentina, que registrou retração mensal em maio. Os resultados recentes de ambos os países apontam para desempenho econômico aquém do esperado em períodos recentes.

