Um professor questiona a tendência de terceirizar a criação dos filhos para instituições de ensino. O autor argumenta que a formação completa exige a participação ativa da família, indo além do currículo escolar.
O debate surge após um pai de uma criança de nove anos relatar insatisfação com o desempenho escolar do filho. Ele expressou que a escola não teria preparado o aluno adequadamente para a disciplina de inglês, apesar de o menino ser fluente.
O autor aponta que a expectativa de uma boa escola é legítima. Contudo, questiona o que se espera que a instituição faça que os pais não estão dispostos ou conseguem fazer. Ele sugere que parte da tarefa de educar pode estar sendo transferida.
Filósofo John Dewey distingue conhecimentos necessários para a vida, como matemática e língua, de outros que dão valor à existência, como música e arte. O professor afirma que a escola pode prover o ensino formal, mas não pode substituir o papel familiar.
A falta de envolvimento da família e da escola gera um vazio que pode ser preenchido pelo entretenimento digital. O autor alerta que muitas pessoas confundem exposição a conteúdo com aprendizado real, enfraquecendo a formação pessoal da criança.


