Um estudo aponta que a segregação educacional nos Estados Unidos gera consequências políticas amplas. O autor observa que elites bem-sucedidas tendem a focar em questões culturais, distanciando-se dos problemas econômicos dos trabalhadores sem formação superior.
O autor, Daron Acemoglu, observou em encontros em Washington, D.C., que o debate sobre disparidades de renda não focava nos baixos salários de trabalhadores sem diploma. Em vez disso, as discussões giravam em torno de desigualdade de gênero, racial e de minorias sexuais.
Essa dinâmica reflete o crescimento do status das pessoas com diploma universitário. Esse avanço econômico ocorre em meio à automação, à globalização e à redução de empregos de qualidade para quem não possui formação superior.
Com o aumento do poder político das classes mais educadas, elas se afastaram geograficamente e socialmente dos menos escolarizados. Isso diminui a capacidade de empatia com os problemas do grupo de menor nível de instrução.
A formação de uma coalizão entre setores bem-educados e o setor de tecnologia, segundo o autor, prioriza questões culturais e globais, ignorando as prioridades econômicas dos trabalhadores menos escolarizados.


