O governo de Honduras colocou 234 dos 298 municípios em alerta devido à seca causada pelo Super El Niño. A medida, anunciada nesta quarta-feira (19), abrange a capital, Tegucigalpa, e não possui prazo definido para cessar.
A falta de chuva já causou destruição em plantações e a morte de animais por desidratação, elevando a preocupação com a produção de alimentos no país. Segundo o presidente hondurenho, a crise climática deve se estender até março ou abril de 2027.
O órgão gestor de riscos, COPECO, distribuiu os municípios em três níveis. Setenta e cinco estão em alerta vermelho, o mais grave, exigindo proteção à população. Setenta e um estão em amarelo, e o restante em verde, indicando acompanhamento de comunicados oficiais.
O Centro Nacional de Estudos Atmosféricos, Oceanográficos e Sísmicos de Honduras (CENAOS) informou que o início do período de chuvas ocorreu mais tarde que o previsto, resultando em um déficit de cem a duzentos milímetros de precipitação. As autoridades também preveem elevação de temperatura entre 0,5 °C e 1 °C acima da média, especialmente de março a agosto.
Para mitigar os impactos, o governo anunciou ações emergenciais, como perfuração de poços e construção de reservatórios. Há também previsão de distribuição de alimentos e apoio aos produtores rurais, visando manter a produção durante o período de estiagem.

