O fenômeno El Niño deve apresentar-se em 2027 com a maior intensidade já registrada. Especialistas preveem que ele provoque eventos meteorológicos extremos globalmente, impulsionando o ano para ser o mais quente da história.
O El Niño é uma variação climática natural que aquece a superfície do Oceano Pacífico equatorial. Ocorre quando ventos de leste enfraquecem, permitindo que águas quentes do oeste cheguem ao leste. Climatologistas explicam que essa mudança gera condições mais secas e quentes em algumas áreas, e mais frescas e úmidas em outras.
Dados atuais indicam que a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 está cerca de 2,6°C acima da média dos últimos trinta anos. O painel Climate Brink aponta que o fenômeno pode atingir um pico de 3,9°C em novembro, superando a anomalia de 3°C vista em 2015.
Cálculos de cientistas sugerem que o El Niño elevará a temperatura média global em 0,3°C em 2027. Pesquisadores do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico da NOAA estimam que o ano possa ficar 1,7°C acima dos níveis pré-industriais. A NOAA calcula ter 69% de probabilidade de o evento ser o mais forte desde 1950.
Os cientistas concordam que as alterações climáticas amplificam os efeitos do El Niño. A atmosfera aquecida retém mais umidade, intensificando chuvas ou secas. Um pesquisador aponta que a intensidade dos episódios aumentou cerca de 10% no último século, devido ao aquecimento dos mares tropicais.

