A Autoridade do Canal do Panamá anunciou a redução no número de navios que cruzarão a via a partir de setembro. A diminuição no volume de chuvas, decorrente do fenômeno El Niño, afeta a operação por onde passa cinco por cento do comércio marítimo global.
A partir de três de setembro, o trânsito diário será reduzido de trinta e seis para trinta e quatro embarcações. Doze dias depois, a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) informou que o limite cairá para trinta e dois. A ACP explicou que o El Niño causou menos chuvas do que o previsto na bacia hidrográfica do Canal, exigindo novas ações para a sustentabilidade das operações.
Os níveis dos lagos artificiais de Gatún e Alhajuela, que fornecem água para a via, diminuíram. Segundo a ACP, as precipitações acumuladas entre maio e agosto foram trinta e quatro por cento inferiores à média histórica. O volume de água que entrou na via também foi quarenta e quatro por cento menor que o habitual.
A ACP alertou as empresas de navegação que a severidade esperada do El Niño para os próximos meses e para dois mil e vinte e sete pode reduzir ainda mais as chuvas. Além disso, a entidade planeja construir um reservatório de quatro mil e seiscentos hectares no rio Indio para mitigar os efeitos da seca.
Meses antes, a ACP já implementou medidas de economia hídrica e anunciará a redução do calado dos navios para quatorze vírgula quarenta e oito metros a partir de outubro. A redução no trânsito pode aumentar o tempo de espera para embarcações sem reserva confirmada.


